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Criança de 4 anos, morre após noite de “Núpcias”. – Imprensa Bahia
Romário Dos Santos

Criança de 4 anos, morre após noite de “Núpcias”.


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Mais uma criança de oito anos morre na noite de “núpcias” com o marido muçulmano de 40 anos.

SANAA – Uma criança de oito anos morreu no último sábado, no Iêmen, após a lua de mel com o marido muçulmano de 40 anos. Segundo os médicos a menina identificada como Rawan, teve hemorragia causada por ferimentos internos no útero.

A morte aconteceu  na Tribo de Hardh, fronteira com a Arábia Saudita. Ela teria sido vendida pelo padrastro para um muçulmano saudita por cerca de R$ 6.000,00, é o que informa o jornal alemão “Der Tagesspiegel”.

– Na noite de núpcias e após relação sexual, ela sofreu hemorragia e ruptura uterina, que foram as causas da morte – disse Arwa Othman, da Casa de Folclore do Iêmem à Agência Reuters – Eles a levaram para uma clínica, mas os médicos não puderam salvar sua vida.

Ativistas de direitos humanos pressionam para que o muçulmano saudita e a família da menina sejam responsabilizados pela morte.

– Após este casso horrível, repetimos nossa exigência para aprovação de uma lei que restrinja o casamento para maiores de 18 anos. Afirmou um membro do Centro Iemenita de Direitos Humanos à agência DPA.

Casamento de meninas, do Iêmen, chamou a atenção internacional em 2010. Quando, na época, uma jovem de 12 anos morreu de hemorragia interna, após relações sexuais com o marido que tinha, à época, o dobro de sua idade.

O caso inspirou, uma outra, menina iemenita, de nove anos, a publicar um relato traduzido sobre seu casamento com um homem com 3 vezes sua idade.

No Afeganistão uma menina de 6 anos foi vendida para um homem de mais de 40 anos, tendo como moeda de troca alimentos e uma cabra, o caso repercutiu no país.

A ONG Human Rights Watch, (Direitos Humanos), com sede em Nova York, fez um apelo  no ano seguinte para que o governo proibisse o casamento de menores no país.

Citando dados das nações Unidas, o Human Rights Watch afirma que cerca de 52% das meninas do Iêmen se casam antes dos 18 anos, e 14% antes dos 15. Muitas delas são forçadas a parar de estudar quando atingem a puberdades.


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