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Antipetismo aproximou Bolsonaro e presidente do PSL, cotado para o Ministério da Justiça – Imprensa Bahia
Romário Dos Santos

Antipetismo aproximou Bolsonaro e presidente do PSL, cotado para o Ministério da Justiça


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O primeiro gesto de aproximação entre Jair Bolsonaro e o advogado Gustavo Bebianno quem fez foi o último. Ainda despachando na Câmara dos Deputados, como deputado federal, Bolsonaro recebeu em 2014 um e-mail enviado pelo advogado que trabalhou no escritório de Sergio Bermudes, no Rio de Janeiro, e tinha o antipetismo em comum com o candidato do PSL à Presidência.

O e-mail de Bebianno fazia críticas ao PT, que tinha Dilma Rousseff como presidente – e ele queria se colocar à disposição do deputado, que já sinaliza a planos nacionais, com ajuda jurídica gratuita.

Mas o e-mail, se foi lido, não foi respondido. O primeiro contato entre os dois veio só em 2017, quando Bebianno – que mora no Rio, assim como Bolsonaro – foi apresentado por amigos em comum ao deputado.

Aos poucos, o advogado foi se aproximando do candidato, a quem chama de “capitão”, e atualmente é um dos principais nomes da campanha e cotado para o Ministério da Justiça.

Sem experiência política, ele nega que tenha havido conversas neste sentido com Bolsonaro. “Quando me perguntam, eu brinco que vou servir cafezinho no gabinete”.

Sobre a pasta da Justiça, ele diz que nunca houve qualquer conversa com Bolsonaro “sobre cargos ou funções”. “Essa hipótese sempre foi uma especulação abordada pela imprensa”, afirma.

Nos bastidores, a aproximação de Bebianno com Bolsonaro gera incômodo entre aliados da campanha. Por isso, uma ala tenta emplacar junto a Bolsonaro o nome de Eliana Calmon, ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e apoiadora de Bolsonaro, para a vaga na Justiça.

Questionado pelo blog, Bebianno diz que “particularmente, acha o nome da ministra excelente. Uma mulher firme, correta e preparada”. Ele também fala no nome do juiz Sergio Moro como indicação para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). “Eu acho que seria ótimo”.

Os principais nomes do comitê de Bolsonaro afirmam que o candidato tem relação de confiança com Bebianno – por isso, gera “incômodo” entre outros aliados.

Tanto é de confiança que foi um dos únicos aliados que acompanharam Bolsonaro no Hospital Albert Einstein, quando o candidato fez nova operação por conta do atentado à faca que sofreu, em setembro, em Juiz de Fora (MG).

Bebianno diz que se sente no dever de “proteger o Jair” – e faz “alertas” ao candidato sobre a sua segurança.

Presidente do PSL, ele comemora a eleição da segunda maior bancada na Câmara, apenas atrás do PT. Também está na expectativa de o partido eleger três candidatos a governador – Santa Catarina, Roraima e Rondônia.

Aliás, diz que “tudo que for opinião contra o PT você pode escrever que fui eu que disse”. Ele defende que, se Bolsonaro for eleito e o PSL participar da negociação para o comando da Câmara – o que já está ocorrendo nos bastidores – o governo Bolsonaro deve compor com diferentes partidos – “menos com o PT, que será isolado”: “Com eles não tem papo”.

Bebianno ataca as principais bandeiras do Partido dos Trabalhadores e é responsável por frases polêmicas sobre rever a política de direitos humanos, o que foi criticado pela campanha de Fernando Haddad.

Sobre isso, Bebianno disse ao blog que “todos somos a favor dos direitos humanos”, mas que é preciso “priorizar vítimas” porque a sociedade tem “limitações”.

“Todos somos a favor dos direitos humanos. Como poderia ser diferente? Qualquer ser humano normal, com o mínimo de sensibilidade, é a favor do bem estar humano e de garantias mínimas de integridade física e psicológica. No entanto, levando-se em consideração as limitações da nossa sociedade, há que se priorizar. E a prioridade são as vítimas, e não os agressores. Afinal, esses são, de fato, os que nenhum apreço tem pelos direitos humanos”, afirmou.

Apesar de a orientação no comitê do PSL para evitar o clima de otimismo, a campanha de Bolsonaro já discute desde segunda-feira (29) os preparativos para iniciar uma transição na semana que vem, se o candidato for eleito.

Antes, no domingo à noite, o PSL prepara um pronunciamento de Bolsonaro.


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