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Ciro Gomes, já porta-se como líder e porta voz da oposição - Imprensa Bahia – Simões Filho
Romário Dos Santos

Ciro Gomes, já porta-se como líder e porta voz da oposição


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Ciro Gomes já conversou com Marina Silva, da Rede. Na Câmara, o partido de Marina elegeu apenas uma deputada, a índia Joênia Wapichana (RR). No Senado, montou uma bancada maior: cinco senadores. Terá posição importante na formação do bloco. “Marina tem as mesmas preocupações quanto ao nosso presente e o nosso futuro. E a disposição por uma rotina de diálogo das nossas forças, para formarmos uma frente não oportunista, honesta, decente”, diz Ciro. O pedetista faz questão de ressaltar que o isolamento do PT não é o objetivo do grupo. É uma consequência. “Nossa tarefa não é se contrapor ao PT. Mas achamos que a hegemonia pouco crítica do PT já deu. Passou da conta e fez muito mal ao Brasil. Não existiria Bolsonaro sem o antipetismo, que foi introduzido por ele”. Há 30 anos, quando se escrevia a Constituição, o sociólogo Paulo Delgado integrava a bancada do PT. No final do governo Lula, afastou-se do partido, e hoje, de longe, percebe os erros da sigla e critica seus métodos. “Os demais partidos de centro-esquerda estão isolando o PT porque nada ganharam fazendo oposição do jeito petista. Esse jeito foi rejeitado pelas urnas. Ou o PT entende esses sinais ou vai sucumbir”, avalia ele. “Se o PT não quer ouvir Cid Gomes, que escute pelo menos Mano Brown”. Como resume bem o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) “a estrela envelheceu”.  Para os brasileiros, o novo paraíso não a comporta mais.

CIRO GOMES


Quinze dias depois da eleição de Bolsonaro, Ciro Gomes voltou a Brasilia para comandar uma reunião do PDT e reorganizar a centro-esquerda. Na quarta-feira 7, um dia após completar 61 anos, concedeu entrevista exclusiva à ISTOÉ

As conversas que vêm acontecendo entre o PDT e outros partidos da centro-esquerda visam formar uma oposição que se contraponha ao PT?
Precisamos deixar claro. Nossa tarefa não é se contrapor ao PT. Não temos nada contra o PT e nenhuma necessidade de fazer vendetta. Agora, a hegemonia pouco crítica que o PT exerce há um tempão já deu. O que buscamos é criar as condições de trabalhar uma oposição ao novo governo de uma forma mais propositiva e independente dessa postura hegemônica do PT.

Por que isso é importante?

Porque o que aconteceu é resultado da forma como o PT construiu. O PT criou Bolsonaro. Não existiria Bolsonaro sem o antipetismo. E o antipetismo é uma reação a um tipo de discurso e de comportamento que o PT criou. Temos que ultrapassar isso.

E como se daria esse novo modelo de oposição?

Não vemos a democracia em risco como vê o PT. Nós reconhecemos a legitimidade da vitória de Bolsonaro. Queremos que ele acerte a mão. Pelo menos por enquanto, não há que se falar em risco da institucionalidade democrática.

Mas é preciso ficar alerta?

O que propomos é um permanente diálogo entre as forças progressistas para proteger a institucionalidade democrática e o interesse nacional.

É preocupante, por exemplo, que haja já um conjunto de arestas desnecessárias.O quê, por exemplo?

O discurso que minimiza a importância do Mercosul e de importantes parceiros comerciais. O discurso sobre a China, que provocou um duríssimo editorial de um jornal chinês. A questão de Israel, gerando uma dura reação do Egito, em torno de algo que nem chegou mesmo a ser discutido de forma oficial.


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