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Marinha do Brasil: 2° Distrito Naval tem novo comandante - Imprensa Bahia – Simões Filho
Romário Dos Santos

Marinha do Brasil: 2° Distrito Naval tem novo comandante


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Uma cerimônia militar realizada na manhã de ontem (23), em Salvador,   marcou a passagem de comando do 2° Distrito Naval (Com2°DN). Após dois anos no cargo, o almirante de esquadra Almir Garnier Santos passou o comando para o vice-almirante Marcelo Francisco Campos. O evento aconteceu na sede do Com2°DN, no bairro do Comércio. 

Além de militares, diversas autoridades, como o governador do estado, Rui Costa, e o prefeito de Salvador, ACM Neto, marcaram presença na cerimônia.  O almirante de esquadra Garnier foi designado para o cargo de Secretário-Geral do Ministério da Defesa, função que assumiu no último dia 15.  

“Eu vou assessorar o ministro nas questões de orçamento, carreira, saúde e ensino. Foi uma escolha pessoal dele, eu não esperava, mas recebi o convite como um grande desafio. Não é fácil tratar de orçamento, projetos estratégicos, de programas de desenvolvimento de tecnologia e de pessoal nesse momento de transição. Eu estou desafiado e espero contribuir com o ministro Fernando e o novo governo que se inicia”, afirmou Garnier. 

Garnier avaliou como positiva a sua gestão no 2° Distrito Naval. Ele destacou que embora comandasse uma tropa com mais de 3 mil pessoas, deu o máximo de liberdade para que cada um dos seus 12 comandantes subordinados tivessem autonomia no desenvolvimento das ações. 

Para o militar, seu maior legado é o aprofundamento da relação da Marinha com a sociedade local, incluindo um acordo de cooperação com a Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), e o estímulo para que os soteropolitanos visitem o museu do Farol da Barra, pagando meia entrada.    

O almirante de esquadra também revelou que o naufrágio da lancha Cavalo Marinho I, que deixou 19 mortos Baía de Todos os Santos, em agosto de 2017,  foi o seu maior desafio. “Foi um acidente muito doloroso para todos nós. Mas também foi um desafio superado pelo nosso trabalho da Capitania dos Portos, em tempo recorde, e com um inquérito também muito bem conduzido pela Polícia Civil”, disse.

Durante seu discurso, Almir Garnier também agradeceu ao apoio da imprensa, em especial à Tribuna da Bahia e seu presidente Walter Pinheiro, por divulgar a instituição de maneira imparcial.  Os agradecimentos também se estenderam ao comodoro do Yacht Clube da Bahia, Marcelo Sacramento.  

Novo comando  

Natural do Rio de Janeiro, o novo comandante do 2° Distrito Naval, vice-almirante Marcelo Francisco Campos, afirmou que todas as ações implementadas pelo antigo comandante serão mantidas e que o maior desafio, neste momento, é conhecer as pessoas e autoridades para continuar estreitando relacionamentos com a comunidade baiana. “Na Marinha nós não costumamos mudar de rumo. São feitas pequenas correções, mas sempre mantendo a mesma política e buscando consolidar ainda mais as parcerias”, completou Campos. 

O vice-Almirante Campos formou-se na Escola Naval em dezembro de 1983 e foi promovido ao posto de Vice-Almirante em 31 de março de 2016. Em sua carreira, participou de importantes comissões, como comandante do Navio Varredor “Anhatomirim”, comandante da Estação Rádio da Marinha em Salvador, comandante da Flotilha do Amazonas, diretor de Assistência Social da Marinha, comandante da Escola Naval e diretor de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha. Antes de ser designado para o Com2°DN, ocupava o cargo de Diretor do Departamento de Promoção Comercial do Ministério da Defesa.

Atuação 

Subordinado diretamente ao Comando de Operações Navais, o 2º Distrito Naval tem uma área de jurisdição de mais de 1.100.000 km², englobando os estados da Bahia, Sergipe, norte de Minas Gerais e sudoeste de Pernambuco. A leste, a área possui mais de 1.200 km de confrontação com o Oceano Atlântico e, a oeste, é cortada pelo rio São Francisco, desde Pirapora/MG até Paulo Afonso/BA.

Entre as tarefas atribuídas ao Comando do 2º Distrito Naval, estão: executar operações navais, aeronavais e de fuzileiros navais; contribuir para a segurança do tráfego aquaviário, no que se refere à salvaguarda da vida humana e à segurança da navegação, no mar aberto e hidrovias interiores, e a prevenção da poluição hídrica por parte de embarcações, plataformas ou suas instalações de apoio; coordenar e controlar as atividades de patrulha naval, inspeção naval e socorro e salvamento marítimos e controlar a movimentação de meios navais, nacionais e estrangeiros, em trânsito.

Fonte: Trbn / Foto: Romildo de Jesus 


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